26/12/2012

Filme #22 - O Hobbit: Uma Jornada Inesperada


















O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Duração: 169 minutos
 Gênero: Aventura, Fantasia
Com: Ian McKellen, Martin Freeman e Richard Armitage
Direção: Peter Jackson
Ano: 2012

"Meu querido Frodo, você me perguntou uma vez se eu já havia lhe contado tudo sobre minhas aventuras, e embora eu possa lhe dizer que contei a verdade... eu posso não ter contado tudo sobre elas."

É com esta frase que somos introduzidos ao que posso dizer "O MELHOR FILME DE 2012". Arrepios e uma grande emoção nos cerca ao ouvirmos estas palavras vindas de Bilbo Bolseiro em sua idade já avançada, o que nos faz lembrar de A Sociedade do Anel. E toda aquela nostalgia nos cerca e por um segundo, como um slide, todas as imagens da trilogia O Senhor dos Anéis passam por nossa mente e quando voltamos os olhos para a tela temos a noção que estamos em frente ao que será o mais novo sucesso da década.

Eu li O Hobbit sem nenhuma intenção, apenas para passar o tempo. Sim, na época eu já gostava de O Senhor dos Anéis e esse foi um dos motivos que me fizeram ler a este prelúdio. Sem nenhuma expectativa, me surpreendi ao ver como tudo se encaixava com a trilogia futura de Tolkien e como o enredo era espetacular, repleto de aventura e personagens cativantes. Isso não foi diferente no filme (apesar de não lembrar de muitos detalhes do livro, pretendo reler), pois Peter Jackson é um grande fã de Tolkien e não decepcionou os fãs e os não-fãs. Simplesmente fez o filme mais incrível que poderia fazer.

Antes de assistir ao filme eu fiquei intrigado pensando: Como Peter Jackson dividirá um livro de 320 páginas em três filmes de três horas cada? Mas estamos falando de um grande diretor que sabe o quê está fazendo e logo no início você entende o por quê foi necessário essa divisão e toda essa longa duração: Jackson faz explicações detalhadas de histórias do passado que se ligarão perfeitamente com o que acontecerá no decorrer do filme. Como por exemplo: a trágica história dos anões de Erebor, a chegada de Smaug, a luta pela sobrevivência daqueles que ainda restaram e uma leve introdução à liderança de Thorin Escudo-de-Carvalho, o príncipe anão, como por várias vezes é chamado no filme, e a velha rivalidade entre os líder Orc e Thorin, detalhe este que não está no livro, mas foi acrescentado para dar um ar mais grandioso ao filme. E este é outro detalhe: muitas coisas que não estavam no livro foram acrescentados, e se você imagina que ficou aquela "péssima" adaptação e "enrolação" que estamos acostumados por aí, você está enganado, tudo ficou perfeito e se fosse retirado perderia a graciosidade que este tem.

Todas essas histórias paralelas ficaram incríveis e deram ao filme um ar mais leve que a trilogia O Senhor dos Aneis, até porque O Hobbit (livro) foi feito para o público infanto-juvenil, e por mais que os fãs mais fieis de Tolkien já são bem grandinhos este filme ficou perfeito para a família toda. Enquanto nos filmes de O Senhor dos Aneis, a história era muito complexa e cansativa (confesso), O Hobbit é um filme que segue os moldes de aventura e fantasia que estão em filmes como por exemplo: As Crônicas de Nárnia (esta não é uma comparação forte, apenas para vocês entenderam um pouco do estilo), e as quase três horas de duração fazem do filme uma experiência fantástica repleta de aventuras, lutas e mistérios.

 No início somos apresentados a Bilbo, mais jovem, (Martin Freeman) que é um hobbit bem engraçado e responsável por várias risadas durante o filme, e voltamos a nos encontrar com o mago Gandalf (Ian McKellen) que continua enigmático e sábio. E a todos os outros anões que partirão na jornada para resgate do ouro que lhes é por direito. Durante todo o percurso somos surpreendidos por grandes histórias; lutas com orcs, trolls e globins; a melhor cena para mim: Bilbo e Gollum (que é um dos meus personagens favoritos) e a apresentação de personagens que já são nossos conhecidos (Saruman e Galadriel), mas aparecem aqui para nos fazer entender o quão grande é a ligação de O Hobbit com O Senhor dos Anéis. Uma grande sacada que percebemos é quando Radagast, O Castanho (amigo de Gandalf) aparece e conta sobre o aparecimento de um grande mal (Sauron, o criador do Um Anel). São detalhes como esse que faz você virar para o seu amigo e dar uma risadinha do tipo: Sacou? e principalmente ganhar o respeito de Peter Jackson.
 
Eu não poderia deixar de dizer de todo o cenário explorado pelo diretor (que faz questão de nos enxer de cenas de vista aérea). É simplesmente uma experiência incrível que temos no cinema presenciando todos esses cenários magníficos e que são tão bem-vindos para a história. E também temos a trilha-sonora que além de ser nova contém a música tema da trilogia O Senhor dos Anéis (mais uma sacada), é simplesmente de dar uma nostalgia e uma vontade de rever todos os filmes.
 
O que dizer de O Hobbit senão que este merece tantos Oscars quanto O Senhor dos Anéis. Uma adaptação de tirar o fôlego, com cenário, figurino, trilha-sonora e efeitos especiais impecáveis. Quem assiste a este filme cria uma doença chamada: NÃO PARO DE PENSAR NA PERFEIÇÃO DESTE FILME E QUERO ASSISTIR DE NOVO, sem falar na já famosa: QUERO ASSISTIR LOGO A CONTINUAÇÃO! Eu nem sei como consegui fazer uma resenha falando sobre este filme, porque a verdade não deixa dúvidas: deixa qualquer um sem palavras, com os olhos brilhando e convictos que este é o melhor filme do ano. Lembra todo aquele alvoroço que tivemos em 2001 com A Sociedade do Anel? Depois de 11 anos este alvoroço está de volta e seu nome é O Hobbit!


2 comentários:

Lucas Carvalho disse...

Não resta dúvidas mesmo que esse é o filme do ano, e muito menos ainda de estarmos presenciando um "déjà vu" que foi o sucesso de O Senhor dos Anéis. Excelente resenha, falou com total clareza aquilo que qualquer um sentiu ao ver o filme.

Maite Campos Fernandes disse...

Sinceramente nunca gostei de senhor dos Anéis e quando me falaram deste filme não me interessei, mas realmente Riii foi a melhor resenha!!!! E espero assistir o filme e se não gostar vou te bater , pois propaganda enganosa é crime! hahahaha

 
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