06/03/2013

Filme #26 - Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet


















Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
Duração: 116 minutos
Gênero: Musical, Drama, Suspense
Com: Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rickman
Direção: Tim Burton
Ano: 2008

Estou totalmente obcecado com este filme e com estas músicas. Em meus dezoitos anos de vida nunca assisti algo tão maravilhoso como esta produção e se alguma vez tive dúvida em como responder a pergunta "qual seu filme favorito?", hoje já tenho essa resposta.

Antes de tudo, gostaria de contar uma curiosidade para vocês: Algumas pessoas dizem que Todd é um personagem de ficção, mas para o autor Peter Haining ele realmente existiu e cometeu tais crimes em meados de 1800. Outros pesquisadores tentaram verificar as citações de Haining e não conseguiram comprovar sua tese. Mas vale dizer que uma história similar aconteceu na Rue de la Harpe, em Paris, que fatalmente pode ter influenciado a lenda. 

A história foi adaptada várias vezes para o teatro e para o cinema, inclusive até para um musical da Broadway. Tim Burton o assistira variás vezes, e mesmo não gostando do gênero musical, gostava de ver como tudo parecia ter um potencial cinematográfico.

O projeto de levar o musical à telona passou pela mão de dois diretores até chegar à Burton. A tarefa foi difícil. A versão original do musical tinha três horas de duração e coube a Tim transformá-lo em um filme de duas horas. Algumas cenas foram retiradas e algumas músicas foram encurtadas.

Na trama, Benjamin Barker (Johnny Depp) passou 15 anos afastado de Londres, após ser obrigado a deixar sua esposa e sua filha. Ele retorna à cidade ávido por vingança, agora usando a alcunha de Sweeney Todd. Logo ele decide ir à sua antiga barbearia, agora transformada em uma loja de fachada para vender as tortas feitas pela sra. Lovett (Helena Bonham Carter). Com o apoio dela Todd volta a trabalhar como barbeiro, numa sala acima da loja. Porém o grande objetivo de Todd é se vingar do juiz Turpin (Alan Rickman), que o enviou para a Austrália sob falsas acusações para que pudesse roubar sua mulher Lucy (Laura Michelle Kelly) e sua filha.

A atuação de cada ator é impecável e digna de um Oscar (não é por acaso que o filme rendeu algumas premiações). Johnny, como sempre, sabe ser um personagem enigmático, assustador e com muita expressão no olhar. Helena Bonham Carter é macabra, mas sem deixar de ser amável. E Alan Rickman dá um show de atuação, assim como estamos acostumados à vê-lo em Harry Potter. 

Os atores não são cantores profissionais, mas demonstraram total dedicação e competência na parte musical, até porque as músicas são fáceis e gostosas de se ouvir. Não há dificuldade para cantá-las. E o fato de eles terem consciliado a música com a atuação mostrou total competência da parte do elenco. As músicas interpretadas pelos atores são maravilhosas (isso explica minha obsessão pela trilha-sonora). São todas bem construídas, sombrias, divertidas e cheias de expressão. 

O cenário e o visual do filme faz jus ao já conhecido estilo de Tim Burton. É possível perceber que o longa sempre tem cenários sombrios e escuros, com tons de azul, como se sempre fosse uma noite (até mesmo durante o dia). O estilo do filme mistura o gótico e o sombrio, como se estivéssemos em um pesadelo sem fim. Mas também há cenas amáveis e divertidas, porém envoltas no sombrio.

Outra característica de Burton no filme é a personalidade que ele dá a cada personagem. Ninguém é o mocinho e ninguém é o vilão, todos tem um pouco de cada um dentro de si. O que Tim quer demonstrar com isto é que somos bons ou maus de acordo com a situação que nos cerca.

Tim Burton criou um filme maravilhoso e provou que o gênero musical não precisa ser apenas para divertimento, mas também pode assustar, surpreender e contar uma história muito profunda em si. O filme não é tão assustador quanto se pensa, é apenas uma história obscura e com muito sangue. E uma trama muito bem construída, repleta de informações que quando são ligadas entre si deixa o telespectador sem reação. Com personagens com suas características muito bem trabalhadas, cenários incríveis, músicas maravilhosas e tudo o mais que seja perfeito, Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet é sem dúvida o meu filme favorito de todos os tempos.

Assista ao Trailer: 

3 comentários:

Lucas Carvalho disse...

Que eu sou um grande fã de Burton não resta dúvidas, mas ainda não assisti este filme. A tempos estou planejando e acabo não assistindo, mas sua resenha me empolgou bastante e já foi para minha listinha do fim de semana. hahaha.

Acho muito legal essa sobreposição sombria dos filmes do Tim Burton, o figurino de época (e por alguns filmes ser "vintage", como: Beetlejuice e Big fish) acaba deixando tudo ainda mais sombria e nublado. Um ar de mistério ronda toda a trama, e isto não deve faltar neste filme

Empolgadíssimo, e este fim de semana promete!! hahaha

Arismeire Kümmer Silva disse...

Apesar de matar a charada antes do final do filme, eu gostei muito. O visual é excelente e a história muito boa, além disso, amo a parceria Tim Burton e J. Deep :-)
Bj, Aris.

Rieri Frugieri disse...

KKKKK eu também matei a charada antes do filme. Eu já tava desconfiando legal como seria e tal's.

 
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