30/04/2013

[Resenha] The Walking Dead: O Caminho para Woodbury - Robert Kirkman e Jay Bonansinga





The Walking Dead: O Caminho para Woodbury
Robert Kirkman e Jay Bonansinga
Editora Galera Record
336 páginas

A praga continua a apavorar os subúrbios de Atlanta sem aviso, infernizando os vivos no sofrido dia a dia contra os mortos. Depois de ter que aderir a um êxodo em massa, Lilly Caul luta para sobreviver, fazendo parte de acampamentos toscos e abrigos improvisados. Mas os zumbis estão se multiplicando, cada vez mais loucos para devorar carne humana. Travada pelo medo, Lilly agarra-se à possibilidade de contar com a proteção de bons samaritanos, aceitando refúgio na cidade murada conhecida como Woodbury, na Geórgia.

O lugar, a princípio, parece um verdadeiro paraíso. Um sistema de escambo de serviços em troca de comida, o sonho de um teto sob o qual se possa viver e uma barricada que é expandida e fica mais forte a cada dia. E o melhor de tudo: um autoproclamado e misterioso líder, Philip Blake, que matém todos os habitantes a salvo e na linha. Mas Lilly começa a suspeitar que a realidade não é tão colorida. Blake, que passou a chamar a si mesmo de Governador, tem ideias perturbadoras em relação a ordem e respeito.

Como resultado, a garota se alia a um grupo de rebeldes, e, juntos, eles desafiam o reinado do déspota.

O Caminho para Woodbury dá sequência aos acontecimentos de A Ascensão do Governador que acompanha a trajetória de Philip Blake, um homem com uma mente perturbada e repleta de maldades, que se torna líder de uma pequena comunidade chamada Woodbury, onde a principal ideia é se proteger dos zumbis. Porém, a preocupação com esses seres devoradores de humanos deve ser pequena, pois a principal batalha é travada dentro da mente, para reconhecer o que é real e o que é ilusão.

No início da narrativa nós nos deparamos com novos personagens. Um grupo de pessoas que tentam alcançar um lugar seguro e se proteger dos errantes. Entre eles, a nossa protagonista é Lilly Caul, uma mulher um tanto quanto frágil e repleta de medo que se vê em segurança com Josh, seu amigo que esconde um amor secreto por ela. Os dois, juntamente de um médico, a melhor amiga de Lilly e seu namorado (que apenas pensam em se divertir), acabarão chegando em Woodbury.

A narrativa é bem ágil e leve, sem muita enrolação a história é direta e repleta de cenas com ação, surpresas e tudo que possa fazer deste livro algo totalmente diferente do que já leu, te envolvendo e deixando sem fôlego em diversas partes. O enredo não foca muito em explicar como era o mundo antes do apocalipse, mas vai direto ao que é agora. Na sociedade descrita pelo autor, ao invéz do homem progredir, ele regride. Voltando aos tempo em que o escambo é usado como moeda de troca, e o trabalho de médicos, açougueiros e toda a classe operária manual têm muito mais valor, pois ajudam a comunidade. Antigos presidentes bancários ou empresários, agora não têm valor algum. O autor demonstra como a sociedade ruiu e precisa se reerguer.

O foco do enredo é mais forte na relação das pessoas. Antigamente os zumbis eram os inimigos dos humanos, agora o inimigo pode estar ao seu lado, já que as ações humanas são imprevisíveis e a luta pela sobrevivência é ainda maior.

Os personagens têm uma construção muito humana, sendo que nos é apresentado seus medos, anseios, prazeres e felicidades. Afinal, são apenas humanos! E isso faz com que cada personagem tenha seu lado bom e seu lado mal, o que não nos permite julgar quem é o mocinho e quem é o vilão.

Um ponto positivo é poder entender mais sobre o governador. A narrativa em terceira pessoa nos permite saber o que Philip está pensando e toda a batalha que há em sua mente, a loucura que se inicia e avança, os medos e a raiva. A construção do personagem não o  faz apenas como um vilão, mas sim como um homem que têm ações pensadas e faz aquilo porque algo que o impulsiona. Mas não há como negar que O Governador é um dos vilões mais temidos da literatura. Suas ações são totalmente desumanas e são o que geram cenas tensas ao longo da leitura.

Com um final que deixa qualquer um ansioso pelo livro final da trilogia, O Caminho Para Woodbury é leitura obrigatória para todos os fãs de The Walking Dead. O entendimento do governador e suas ações, e de como um homem pode ser modificado pelo mundo a sua volta, farão deste um livro sensacional!

28/04/2013

Leituras do Mês - Fevereiro/Março - 2013







Livros lidos e suas resenhas:
 
Fevereiro

  - Diários do Vampiro: Reunião Sombria, L. J. Smith - Resenha
- Escola: Os Piores Anos da Minha Vida, James Patterson - Resenha
  - Feios, Scott Westerfeld - Resenha
  - Ecos da Morte, Kimberly Derting - Resenha
- Desejos dos Mortos, Kimberly Derting - Resenha

Março

  - Selvagens, Don Winslow - Resenha
  - O que é tradução, Geir Campos (Livro para a faculdade)
  - O Jovem Sherlock Holmes: Parasita Vermelho, Andrew Lane - Resenha
  - Tequila Vermelha, Rick Riordan - Resenha
- The Walking Dead: A Ascensão do Governador, Robert Kirkman e Jay Bonansinga
- Resenha

17/04/2013

[Resenha] É Melhor Não Saber - Chevy Stevens





É Melhor Não Saber
Chevy Stevens
Editora Arqueiro
320 páginas

Sara Gallagher nunca sentiu que pertencesse de verdade à sua família de criação. Embora sua mãe seja amorosa e gentil e ela se dê bem com sua irmã Lauren, a relação com o pai e a irmã caçula, Melanie, sempre foi complicada.

Às vésperas de se casar, Sara decide que está pronta para investigar o passado e descobrir suas origens. Mas a verdade é muito mais aterrorizante do que ela poderia imaginar. Sara é fruto de um estupro, filha do Assassino do Acampamento, um famoso serial killer.

Toda a sua paz acaba quando essa história é divulgada na internet e o pai que ela anteriormente queria conhecer resolve entrar em sua vida de forma avassaladora. Eufórico com a descoberta de que tem uma filha, John vê nela sua única chance de redenção. E, para criar um vínculo com Sara, ele está disposto a tudo, até a voltar a matar.

Ao mesmo tempo, a polícia acredita que essa é sua única chance de prender o assassino e resolve usá-la como isca. Então Sara se vê numa caçada alucinante, lutando para preservar sua vida e a de sua filha.

Eu nunca tinha lido nada da autora, mas sabia que ela era incrível. Resolvi começar por É Melhor Não Saber e a experiência de leitura foi sensacional.

O livro já se demonstra bom nas primeiras páginas. Não há apresentações e um grande rodeio até chegarmos no ponto em que tudo ficará interessante, a narrativa já começa a todo vapor e várias revelações já são feitas no primeiro capítulo. O que nos leva então a nos envolver mais e mais com o enredo e os personagens nas páginas seguintes.

Sara é uma protagonista amável. Ela sofreu tanto com sua família adotiva e tem tanta coisa guardada para si própria que quando passamos a conhece-la melhor entendemos tudo o que ela é e nos apegamos fácil. Evan, seu noivo, é um cara protetor e bem disposto para ajudar em tudo. Ally, sua filha, por outro lado, é totalmente irritante. Por mais que eu ame crianças, não pude deixar de ficar frustrado e com raiva dela e de suas atitudes.

Muitos pensam que pelo fato da sinopse contar que o pai de Sara é um serial killer, a graça do livro termina. Pois eu digo que saber este detalhe da vida da protagonista não é nada perto do desenrolar que ele terá e de seu final. O ponto principal não é a descoberta de quem é o pai da protagonista, mas sim, o impacto que este terá na vida dela.

A autora usa um tipo de narrativa que eu nunca tinha visto antes. Todos os capítulos são divididos em sessões, que seriam os encontros entre Sara e sua psiquiatra. Desta maneira, e com a narrativa em primeira pessoa, podemos conhecer muito mais sobre o que se passa na mente da protagonista e ligar alguns pontos interessantes.

Chevy é ótima em deixar os leitores perturbados. A autora realmente brinca com os sentimentos de quem lê e em alguns momentos é possível participar das dores e sofrimentos de Sara. Chevy tem uma escrita forte que aproxima o leitor de seus personagens. 

Além de momentos com tensões psicológicas, há momentos de investigação policial. A história não gira em torno apenas da protagonista tentando recuperar sua paz, mas também há buscas por respostas que ficam abertas durante a leitura. Fazendo com que nós, leitores, fiquemos muito mais curiosos e surpresos.

O livro é excelente e com certeza entrou para a minha lista de favoritos. A autora também me conquistou muito. Sua escrita é totalmente de tirar o fôlego e suas revelações finais me fizeram ficar boquiaberto e dizendo: "Não acredito que isto aconteceu!". Acreditem, o final é surpreendente e foi o momento que me fez ter certeza o quanto este livro é bom. Se você está em busca de um livro surpreendente e repleto de suspense, É Melhor Não Saber é a escolha certa!

16/04/2013

E o Parafraseando se transforma em Teorema Literário...


Estava apenas esperando a promoção de O Teorema Katherine acabar para eu anunciar esta mudança!

Como vocês têm percebido, desde o final do ano passado o blog tem passado por diversas mudanças: novo layout, novo url, novo nome. Tudo isto para deixá-lo em estado perfeito para vocês, nossos leitores.

O layout atual ficará desta maneira por um bom tempo e não penso em mudar tão cedo, já que desde o começo do blog este era o design que eu sempre imaginei para ele e acho que está perfeito assim. O título e o url, por outro lado, mudará. Tive uma conversa com a Samara do Parafraseando Livros e chegamos a um acordo que nomes e urls parecidos poderiam causar desconforto para ambos os donos e como o blog dela já está no ar a muito tempo, decidimos que era necessário a mudança acontecer no meu, até para um maior benefício e identidade. Ela foi muito generosa e até ajudou na escolha do novo nome.

Agora o blog se chama OFICIALMENTE "Teorema Literário" e o novo url é: www.teoremaliterario.blogspot.com. Este é um nome que não existe em nenhum outro lugar na blogosfera, dando a este blog uma identidade própria.

Para não haver dúvida eu explico o por quê do título: A ideia veio pelo livro O Teorema Katherine. Já que o protagonista faz uma teoria para entender seus relacionamentos, o blog Teorema Literário cria resenhas (teoremas) que explicarão mais sobre o livro. Sem falar que Teoria lembra matemática, o que pode fazer sentido quando dizemos: Livro + filmes + séries = diversão. Uma fórmula perfeita, ou devo dizer uma teoria perfeita?

Creio que por agora este será o nome e url definitivo e nenhuma mudança ocorrerá tão cedo! Peço desculpas a todos por tantas mudanças, mas elas são necessárias para que o blog seja o melhor para vocês!

Obrigado por entenderem e acompanhar o blog! Tudo agora está nos eixos!

Rieri Frugieri
Teorema Literário

Comentem o que acharão da mudança!

04/04/2013

Série #14 - Vikings




Ragnar Lodbrok busca conquistas e descobertas através do oceano, porém esta sobre a repressão de Lorde Earl Haraldson. Para conseguir seguir seu caminho, mesmo com a ajuda dos deuses, Ragnar precisa contar com a ajuda do grande amigo Floki que é um conhecedor de árvores, podendo assim construir o barco que os levará para terras do outro lado do oceano e com isso desafiar a liderança e poder de Lorde Earl Haraldson.

É com esta sinopse que a série Vikings se desenvolve, mostrando muita ação, brutalidade e mitologia nórdica. A cada episódio é indispensável lutas, decaptações e referência a deuses, o que no primeiro episódio pode lembrar bastante Game of Thrones, mas isto só neste episódio.

A série tem uma qualidade incrível. É muito bem desenvolvida e prende a atenção de seus telespectadores. É um prato cheio para apresentar à aqueles que não sabem nada sobre Vikings um pouco sobre. Pude conhecer bastante deles e suas personalidades: amáveis com a mulher e os filhos, porém terríveis matadores em um campo de batalha. 

Os atores principais não são nem um pouco conhecidos, o que pode lhes trazer um grande reconhecimento através desta produção. Até porque são ótimos atores e competentes naquilo que fazem. Destaque para a atuação impecável de Travis Fimmel (Ragnar) e George Bladgen (Athelstan), e é claro, para Nathan O'Toole que interpreta o pequeno Bjorn. É engraçado ver que as crianças vikings são muito fortes, destemidas e sábias, diferente do que seriam hoje em dia.

Os cenários são maravilhosos. Campos e florestas e, é claro, muitos mares. Afinal, os vikings são conhecidos por seus majestosos barcos em que na ponta tem um dragão(?).

Por enquanto temos apenas 5 episódios exibidos, mas já podemos tirar a conclusão: Vikings é uma série sensacional! Não é qualquer série que consegue mostrar seu potencial em poucos episódios, mas esta conseguiu com êxito. Com todo este potencial só podemos esperar muita coisa boa nos próximos episódios. De qualquer forma, a série está mais que recomendada. (Principalmente se você adora Game of Thrones).

Para ficar com vontade de assistir, veja a abertura (sensacional) de Vikings:

03/04/2013

Filme #28 - Precisamos Falar Sobre o Kevin




Precisamos Falar Sobre o Kevin
Duração: 110 minutos
Gênero: Drama, Suspense
Com: Tilda Swinton, John C. Reilly, Ezra Miller
Direção: Lynne Ramsay
Ano: 2012

Quando ocorre alguma terrível tragédia, como um massacre por exemplo, busca-se um motivo no passado para que um ato tão horrível tenha acontecido. O passado do autor é vasculhado em busca de evidências de bullying, maus tratos dos pais ou qualquer consequência de algum trauma. Mas e se nenhuma explicação existir? Afinal, estamos falando sobre a mente humana e ela é uma incógnita. Para alguns, o simples ato de causar o terror e o mal já o suficiente para o prazer próprio.

Desde os primeiros minutos de Precisamos Falar Sobre o Kevin sabemos que algo está errado. Muito errado. A cena inicial apresenta Eva (Tilda Swinton) em meio a uma multidão suja de vermelho, o que nos lembra sangue. Depois disso uma sucessão de cenas que intercalam o passado e o presente são moldadas para que um quebra-cabeça revele a situação que estamos presenciando. No passado Eva teve uma vida infeliz ao lado do marido Franklin (John C. Reilly). Mas algo muito grave aconteceu para que sua vida chegasse ao que é agora. Seu nome é Kevin, o primeiro filho do casal.

Desde pequeno Kevin teve um comportamente estranho. Seu olhar profundo e maligno o denuncia já de início, principalmente quando sua maior implicância é com sua mãe. Eva, por sua vez, se demonstra preocupada e irritada com as atitudes do filho, o que as vezes a leva a ter atitudes desagradáveis com ele, como por exemplo jogá-lo na parede. São cenas assim que demonstram o quanto o filme é profundo e forte e o quão triste é esta relação de ódio entre mãe e filho.

O enredo do filme é revelado aos poucos, de forma que o telespectador pode criar conclusões em sua mente e só as terá reveladas nos minutos finais, criando assim uma sensação desesperadora e incomodante a aqueles que assistem. Os atos de Kevin, por mais que sejam imaginados, sempre surpreendem, pela materialização da maldade pura. Não há justificativa, há apenas o prazer sem compromisso com o futuro. Ou, como o próprio Kevin diz, “That’s no point. That’s the point”. Simples assim, o que torna tudo ainda mais assustador.

A atuação de Tilda é digna de um Oscar. Ela demonstra diante da tela toda a preocupação e insegurança de uma mãe que tem um filho que não é normal. Destaque também para a escolha precisa dos dois intérpretes de Kevin. Jasper Newell, quando criança, e Ezra Miller, já adolescente, têm atuações impressionantes, transmitindo com o olhar o cinismo do personagem.

Um filme perturbador, não apenas pela história em si mas pela inexistência de um motivo, seja ele qual for. O que deixa qualquer um pensando por um bom tempo depois dos créditos finais: A culpa é da mãe que não deu atenção e carinho a seu filho? ou Kevin que criou por si próprio sua mentalidade psicótica? A mensagem do filme é clara: a constatação de que a mente humana, que pode produzir tantas maravilhas, é também capaz das maiores atrocidades. Basta querer. Excelente filme!

02/04/2013

Lançamentos - Abril/2013





Confiram as novidades que nos aguardam para Abril de 2013!
 
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01/04/2013

[Resenha] The Walking Dead: A Ascensão do Governador - Robert Kirkman e Jay Bonansinga





The Walking Dead: A Ascensão do Governador
Robert Kirkman e Jay Bonansinga
Editora Galera Record
364 páginas

No universo de The Walking Dead, não existe vilão maior que o Governador, o déspota que comanda a destruída cidade de Woodbury. Com seu senso doentio e muito particular de justiça, ele força prisioneiros a lutarem contra zumbis em uma arena, para delírio dos moradores entediados. Também não é incomum vê-lo dilacerar as entranhas daqueles que cruzam seu caminho. Eleito pela revista americana Wizard como o “vilão do ano”, o Governador é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos.

Em The Walking Dead: A Ascensão do Governador, os fãs irão descobrir como ele se tornou esse homem e qual a origem de suas atitudes extremas. Para isso, é preciso conhecer a história de Phillip Blake, sua filhinha Penny e seu irmão Brian. Com dois grandes amigos, eles formam um grupo de resistência nada comum. O objetivo é cruzar o estado da Geórgia, percorrendo os 30 km que separam Waynesboro de Atlanta. A missão aparentemente simples é na verdade um desafio: estamos no meio de um apocalipse zumbi.

As cidades foram abandonadas, os meios de comunicação estão inoperantes e o único som do universo são os gemidos incessantes de seres que um dia já foram humanos. Lutando para encontrar comida, armas e esconderijos seguros, os cinco vão enfrentar um cenário de completa desolação a caminho do mítico centro de refugiados. A única certeza de Phillip é a de que fará tudo para salvar sua família. Quem sabe assim também consiga salvar a própria alma.

Em um cenário repleto de destruição e muitos mortos-vivos é que a história começa. Philip, o grande corajoso e muitas vezes irado é o lider de um grupo que tenta de todas as maneiras se proteger e encontrar um lugar seguro. Seguido por Bobby e Nick, seus amigos de longa data e fieis como um cachorro é ao seu dono, Brian, seu irmão que tem medo de matar até uma mosca, e Penny sua filha de oito anos.

O ritmo do livro é totalmente agitado com muitas cenas fortes (tripas e derivados), fugas e muitas estratégias. A leitura flui muito bem, já que os autores sabem como colocar situações que nos levam a virar uma página atrás da outra com avidez, sempre procurando saber o que irá acontecer a seguir. Há muitas partes que são de tirar o fôlego que me deixaram com os olhos arregalados e realmente apreensivo com medo de algum muito ruim acontecer. É uma leitura que prende qualquer um na cadeira até a última página.

A escrita dos autores é muito boa. Robert e Jay sabem como fazer um livro tenso e como fazer o leitor se sentir no mesmo ambiente que os personagens. É impossível fazer esta leitura sem se imaginar em um lugar deserto em meio a um monte de zumbis.

Para quem acompanha The Walking Dead na TV ou nas HQ's, a leitura de A Ascensão do Governador é obrigatória para saber um pouco sobre como O Governador chegou ao status que tem e como se tornou esse terrível vilão. Suas atitudes não são aceitáveis, mas me coloquei muitas vezes no lugar dele para entender o por quê de seu perfil ser tão macabro. Philip é o que é, porque passou por muitas coisas terríveis e em meio ao caos é totalmente impossível manter a cabeça no lugar.

Não tenho como negar que este foi o melhor livro que li este ano. Além de não me decepcionar em nenhum momento e ter todas as características que eu aprecio em um livro (ação, desespero, zumbis), os autores souberam como fazer um final diferente de tudo que já li na vida. E o prêmio de grande trolagem do ano vai para Robert e Jay! Mas a trolagem dos dois não foi nenhum um pouco ruim, pelo contrário, eles me fizeram ficar com o coração acelerado e boquiaberto. Nunca fui tão surpreendido como fui com este final. Algo que muda tudo e vai chocar os fãs de tal maneira que será impossível olhar para o governador com os mesmos olhos.

Fãs de The Walking Dead, zumbis ou nenhum dos dois: Leiam este livro! Uma leitura tão maravilhosa que te faz ler sem parar até chegar ao final. Muita ação, tensão, estratégias, fugas e surpresas farão deste um dos melhores livros do gênero. Mais do que um livro sobre um apocalipse zumbi, The Walking Dead: A Ascensão do Governador faz um estudo sobre os limites humanos e deixa os leitores pensando por um bom tempo depois de ler a última página. SENSACIONAL!
 
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