30/08/2013

[Resenha] O Lado Bom da Vida - Matthew Quick





O Lado Bom da Vida
Matthew Quick
Editora Intrínseca
256 páginas

Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". 

Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. 

À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que "é melhor ser gentil que ter razão" e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez.

Jennifer Lawrence na capa, um livro muito bem falado e com um gênero meio comédia, foram esses os motivos que me levaram a ter interesse por O Lado Bom da Vida. Mesmo este não sendo o meu gênero favorito em um livro, Matthew Quick escreve de uma maneira tão convincente e incrível que a leitura flui e a dose de comédia, romance e drama é muito bem distribuída ao longo da leitura.

Pat People é um personagem um tanto quanto divertido. Mesmo tendo cerca de 30 e poucos anos, ele se demonstra muito "bebê" e louco pelo colo de sua mãe, ele é bastante inocente e ingênuo e isso faz com que tenhamos bons momentos de risadas com seus comentários e atitudes. Tiffany tem um jeito durona, mandona e principalmente engraçada, atrapalhada e bem... ela lembra muito a Jennifer Lawrence e assim temos noção do por quê da escolha da atriz para o filme. A mãe de Pat é totalmente amorosa e o pai, bem, ele é meio bipolar e seu humor funciona de acordo com os jogos de futebol que ele assiste.

A história é formada por vários acontecimentos, é como um filme de comédia, sabe? Não temos um tema central, as coisas vão apenas acontecendo, mas isso não significa bagunça, pelo contrário, os fatos são muito bem costurados e ligados entre si, tudo feito pela maestria do autor.

No final, nos deparamos com uma obra que conquista o leitor por sua leveza e bom humor. Quick sabe como fazer uma história simples, mas que toque o leitor. Cria personagens carismáticos, muito bem aceitos e queridos que participam de uma trama muito engraçada e emocionante. Risadas e lágrimas estão garantidas e te desafio a não se apaixonar pelo livro e pela escrita do autor! Matthew é aquele tipo de autor que você leria até a lista de compras dele! O Lado Bom da Vida está com certeza recomendado e está liberado todo tipo de elogio para o livro.

3 comentários:

Iana F. disse...

Quero muito ler esse livro e ver o filme também. Tive várias oportunidade para compra-lo mas ainda não comprei porque tinha dúvidas se valia ou não a pena. Mas depois de sua resenha, esse é livro que espero ler em breve!
Adorei o blog, seguindo!
Abraços,
utopiaincessante.blogspot.com.br

Lucas Carvalho disse...

Gostei bastante de O lado bom da vida, porém, tenho que confessar que o filme me agradou muito mais. Ambos são bons, mas a adaptação foi excelente, mantendo fiel a história e só alterando a ordem cronológica dos acontecimentos. Não sei, raramento acontece isso, mas dessa vez eu tenho que sinceramente dar mais créditos ao filme. Porém, ÓTIMO LIVRO, recomendo.

Manu Hitz disse...

Gostei do livro, apesar de achar algumas partes repetitivas... ams como não ser repetitivo se Pat tem transtornos mentais cuja repetição das atividades lhe traz segurança?
O fato é que o livro é agradável e Pat tem grande empatia com o leitor. Destaque para a mãe dele, amorosa e compreensiva, decisiva na recuperação de Pat.

 
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