02/07/2014

[Resenha] A Espada de Shannara - Terry Brooks

A Espada de Shannara
Terry Brooks
Tradução por Ana Cristina Rodrigues
Editora Saída de Emergência (cortesia)
544 páginas 

Há muito tempo as Grandes Guerras arruinaram o mundo e a humanidade foi forçada a competir com outras raças - gnomos, trolls, anões e elfos. No pacífico Vale Sombrio, o meio-elfo Shea Ohmsford pouco sabe de tais problemas, isso até que o druida Allanon lhe revelar que o supostamente morto Lorde Feiticeiro está tramando para destruir o mundo. A única arma capaz contra seu poder da escuridão é a Espada de Shannara, que pode ser usada apenas pelo herdeiro legítimo de Shannara. Shea é o último dessa linhagem e nele repousa a esperança de todas as raças. Por isso, quando um aterrorizante Portador da Caveira a serviço do mal voa até o Vale Sombrio, Shea sabe que começará a maior aventura da sua vida. 

Primeiramente vamos falar sobre o fato de eu achar que Terry Brooks era uma mulher, desculpa galera, eu nunca vi um homem com esse nome. Mas se existe Taylor Lautner e Taylor Swift, tá tudo bem.

A Espada de Shannara é o primeiro livro de uma trilogia que fez Terry Brooks ver sua obra no topo da lista dos mais vendidos em uma época em que livros de fantasia não conseguiam esse status (dá pra imaginar como era a vida desse pessoal que não curtia fantasia? na boa!). 

O mais legal da trama criada pelo autor é que, por mais que pareça que esta é uma fantasia épica, na verdade ela se passa no futuro, e essa foi a explicação mais criativa e genial que alguém já pôde criar. Havia a terra que conhecemos e então aconteceu uma catástrofe que fez tudo regredir para a Idade das Trevas e por conta da radiação alguns humanos tiveram mudanças em seus corpos resultando no surgimento de criaturas tais como anões, elfos e derivados. A organização desta terra também foi abalada e deu espaço para muitas disputas políticas.

É nesta trama que conhecemos Shea e seu irmão Flick que partirão em uma jornada para recuperar a Espada de Shannara para impedir que um feiticeiro a possua e crie grandes problemas (e altas confusões). Mas isso vocês já leram na sinopse, né, vamos para outras coisas que vocês precisam saber.

Os personagens criados por Terry são totalmente incríveis e cheios de sua própria personalidade. Shea é corajoso e curioso, enquanto seu irmão Flick é receoso e um tanto quanto medroso. Os dois formam uma dupla ótima e que se completa, dando um equilíbrio entre coragem e raciocínio. Afinal, alguém precisa frear o Shea e dizer: TU TÁ FAZENDO BURRADA! Em sua jornada os irmãos conhecem vários outros personagens carismáticos que farão da leitura muito prazerosa e divertida. 

Brooks é muitas vezes comparados a Tolkien, mas isso só acontece no estilo de literatura, porque na escrita é totalmente diferente (a gente agradece!). Enquanto Tolkien se preocupa com descrições minuciosas, Terry vai direto ao ponto e está mais preocupado em fazer o leitor sentir a tensão e o perigo envolto à muita ação e aventura. E olha... tem muita ação e muitas batalhas e, é claro, que a gente ama tudo isso. Valeu Terry!

Eu, sinceramente, precisava de um livro assim. Uma obra de fantasia que fosse tão grandiosa quanto as de Tolkien e Martin, mas sem ser complexo e cansativo, e Shannara é com certeza bem leve com uma história simples, direta e muito agradável.

O único problema (como sempre) é a fonte pequena e o espaçamento apertado que segundo minha experiência (sim, eu contei no relógio) me fazia ler 10 páginas em 30 minutos e foi por isso que eu demorei muito para terminar a leitura e alguns momentos ficava cansado. Isso é triste, mesmo quando o livro é realmente bom!

No final, a história tem um enredo fechado. Isso quer dizer: tem começo, meio e fim. Mas como é uma trilogia nós percebemos que fica algumas pontas soltas para dar pano para o próximo livro (o autor precisa se sustentar, né galera!). Em todo caso, a leitura é agradável e muito prazerosa e vai agradar muito os fãs de uma boa fantasia, tipo... daquelas muito boa mesmo! Recomendado e ansioso pelo próximo volume.

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